Rush - Rush


Então compare: O RUSH é há trinta e tantos anos uma das bandas mais conhecidas do planeta, conta com, por muitos considerado, o melhor baterista do mundo, e lançou clássicos do porte de “Moving pictures”, “2112”, “Fly by night”, “Permanente Waves”, etc, etc; todos caracterizados por uma pulsante mescla de progressivo e hard rock que influenciaram todo o prog metal e... enfim, todo o resto do mundo também.
Agora pense em um álbum sem essas características, mais voltado ao hard visceral, aos solos pentatônicos, ao vocal incontido, e sem a presença de PEART. Não é o RUSH, certo? Não só é - como é um dos melhores álbuns de sua discografia.
Lançado de forma independente em 1974, e contando ainda com JOHN RUTSEY nas baquetas, “Rush” pega o que de melhor havia pairando no ar naquela época. Com influência de ZEPPELIN, GRAND FUNK, FREE e outros, o disco é seco, duro, no melhor estilo ‘bruto e direto” do hard setentão .
"Finding My Way" parece ter saído de um disco do AC/ DC, tamanha sua fúria nos riffs e andamento. Na sequência ”Need some Love” parece uma mistura de LED com DEEP PURPLE (fase IN ROCK). Precisa de mais?
“Take a Friend” é minha faixa preferida contando com uma guitarra totalmente southern rock, quase um tributo a GARY ROSSINGTON. Na mesma levada, ”In the mood” tem uma intro muito semelhante a “Rock n´Roll Doctor” do SABBATH- o que é ótimo! Em termos de solos, aliás, o álbum é “áudio-aula”: todas as faixas tem grandes exemplares - destaque para ’Here again” (um tremendo blues) e, claro, “Working man”.

Track list:
1. "Finding My Way"
2. "Need Some Love"
3. "Take a Friend"
4. "Here Again" -
5. "What You're Doing"
6. "In the Mood"
7. "Before and After"
8. "Working Man"

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